Ao trocar de consultor, três coisas precisam voltar para a empresa antes do encerramento. A propriedade das contas de dados, a planilha de coleta com o baseline e o plano com o que já foi executado. Sem esses três documentos, o projeto recomeça do zero e o investimento anterior vira história oral.

  • Acessos: Search Console e analytics devem estar no nome da empresa, e não do fornecedor.
  • Baseline e coletas: a planilha com data, pergunta, plataforma e fonte citada.
  • Plano executado: o que foi alterado, quando, e o que ficou pendente.
  • Conteúdo publicado: continua no ar e continua valendo, mesmo com a troca.
  • O que se perde: a sequência de medição, quando as rodadas anteriores nunca foram entregues.

O que exigir antes de trocar de consultor?

Ao trocar de consultor, peça por escrito a devolução das propriedades de dados, a planilha completa de coleta e o registro do que já foi implementado. Esses três documentos são o que permite continuidade. Relatório em apresentação não substitui a planilha, porque não dá para comparar rodadas a partir de um slide.

O detalhe de por que a coleta bruta importa tanto está em o que um relatório precisa trazer.

Perdas reais ao trocar de consultor

Quase nada se perde no site. O que some é o baseline.

O que se perde é a comparabilidade, e não o trabalho. Correção técnica aplicada continua aplicada, conteúdo publicado continua no ar, cadastro corrigido continua correto. O que some é a série de medições, quando o fornecedor anterior não entregou as rodadas com denominador e data.

Quando esse histórico não existe, o novo trabalho precisa criar um ponto de partida agora e assumir que o período anterior ficou sem avaliação. Trocar de consultor sem a amostra de coleta significa perder a única prova do que aconteceu.

Como avaliar o trabalho anterior sem descartar tudo?

Comece separando o que é verificável do que é opinião. Páginas publicadas, correções técnicas aplicadas e cadastros arrumados podem ser conferidos em minutos, um por um, sem depender da versão de ninguém sobre o que aconteceu. Promessa não cumprida e relatório sem denominador não dizem que o trabalho foi ruim: dizem que não foi medido, e essa é uma diferença importante quando se vai decidir o que aproveitar. Fornecedor que executou bem e mediu mal deixa um site melhor do que o relatório dele sugere, e o contrário também acontece com frequência em projeto vendido por promessa.

Descartar tudo por frustração costuma custar caro. Boa parte do conteúdo publicado é aproveitável com revisão, e revisar rende mais rápido que recomeçar. O mesmo vale para o trabalho de SEO já aplicado, que sustenta o acompanhamento seguinte e não precisa ser refeito ao trocar de consultor.

Levar ou refazer: o que sobrevive

A tabela separa o que sobrevive à troca de fornecedor do que precisa ser refeito, com a razão de cada caso. Ela ajuda a orçar a entrada do novo trabalho sem pagar duas vezes pela mesma coisa.

O que sobrevive a uma troca de consultor e o que precisa ser refeito.
ItemSobrevive à troca?Por quê
Correção técnica aplicadaSobrevive.Está no site e pode ser conferida em minutos.
Conteúdo publicadoSobrevive, com revisão.Continua indexado, e costuma precisar de ajuste, não de descarte.
Cadastros corrigidosSobrevive.A informação certa segue circulando nas fontes externas.
Baseline e rodadasSó se tiverem sido entregues.Sem a planilha, a série de medição não pode ser reconstruída.
Propriedade das contasSó se estiverem no nome da empresa.No nome do fornecedor, o histórico vai embora com ele.

Quando a troca é a decisão certa?

Quando o fornecedor não consegue mostrar o método de medição, quando o relatório nunca traz o que piorou, ou quando as promessas feitas na venda não aparecem em nenhum documento. Esses três sinais não provam má-fé, e indicam método frágil demais para sustentar decisão de investimento.

Antes de trocar por insatisfação com resultado, porém, vale conferir se existia baseline. Sem ponto de partida registrado, ninguém consegue dizer se houve avanço, como explica a lista de erros de contratação.

Entrando num projeto que já começou

O novo trabalho começa com um inventário do que existe: páginas publicadas, correções aplicadas, cadastros e acessos. Em seguida cria um ponto de partida novo, deixando claro que é intermediário e não o marco zero. A partir daí as rodadas voltam a ser comparáveis.

Esse inventário costuma render surpresa boa, porque muita coisa já feita estava apenas sem medição. Quem vai trocar de consultor deve pedir o escopo do novo trabalho já considerando o que existe, como mostram os entregáveis por escrito.

Vai trocar de fornecedor?

Eu faço o inventário do que já existe e digo o que vale manter antes de você encerrar o contrato atual.

Adriano Habermann, consultor de GEO

Perguntas frequentes

Preciso avisar o fornecedor antes de pedir os acessos?

Vale pedir a devolução de acessos e documentos como parte normal do encerramento, com prazo combinado. Quando isso já está previsto no contrato, a conversa é burocrática. Quando não está, a experiência mostra que pedir cedo evita atraso na transição.

Posso perder posição ao trocar?

A troca em si não muda posição, porque o site continua igual no dia seguinte. O risco está no período de inatividade entre um fornecedor e outro, e em mudanças apressadas feitas por quem entra sem entender o que já existia.

Devo refazer o conteúdo do fornecedor anterior?

Raramente vale refazer do zero. Conteúdo publicado que já recebe impressão é candidato a revisão, e não a descarte: ajustar a estrutura e atualizar dado vencido rende mais rápido do que escrever de novo. Descarte só quando o texto estiver factualmente errado.

E se o fornecedor não devolver os dados?

A propriedade das contas resolve a maior parte disso, porque estando no nome da empresa basta remover o acesso dele. Para a planilha de coleta, se não estava prevista em contrato, pode não haver como exigir. É justamente o motivo de a cláusula existir.

Quanto tempo leva a transição?

O inventário e o novo ponto de partida costumam levar de uma a duas semanas. A retomada do ritmo depende do estado em que o projeto ficou. Projeto bem documentado continua quase sem interrupção, e projeto sem registro recomeça a medição.

Vale contratar dois em paralelo por um tempo?

Costuma criar conflito de instrução técnica no mesmo site, que é um dos erros mais caros que existem. Se houver sobreposição, ela precisa ter data de fim e uma definição escrita de quem decide o que durante o período.

Leia também

Por , consultor de GEO com atendimento em todo o Brasil. Publicado em 11/09/2026