Um contrato de consultoria que evita briga define sete coisas antes de começar. O que entra e o que fica de fora, quem executa cada item, de quem são os acessos, o que conta como entregue, o prazo por etapa, como se encerra e o que a empresa precisa fornecer. A falta de qualquer um desses pontos gera atrito no terceiro mês.

  • Escopo com exclusões: o que fica de fora escrito com a mesma clareza do que entra.
  • Responsável por item: quem especifica e quem aplica cada correção.
  • Propriedade dos acessos: Search Console e analytics sempre no nome da empresa.
  • Critério de aceite: a frase que define quando o item está pronto, verificável por terceiro.
  • Obrigações da empresa: o que ela fornece e em que data, com efeito declarado no prazo.
  • Encerramento: o que fica com a empresa quando o contrato acaba.
  • Sem promessa de resultado: nenhuma cláusula assegurando posição ou citação.

Por que o contrato de consultoria precisa listar exclusões?

Porque a discussão do terceiro mês quase sempre é sobre algo que ninguém escreveu. A empresa supôs que a implementação técnica estava incluída, e a proposta previa apenas recomendação. Listar o que fica de fora custa três linhas e elimina a fonte mais comum de atrito em projeto de GEO.

A lista de entregáveis que sustenta essas exclusões está em o que uma consultoria precisa entregar por escrito.

De quem são os acessos?

Search Console, analytics e o perfil da empresa no Google devem estar sempre no nome da empresa, com o fornecedor como usuário convidado. A cláusula parece burocrática e evita o problema mais caro de uma troca de prestador, que é perder o histórico de dados acumulado.

Vale prever também a devolução dos acessos no encerramento, com prazo. Sem isso, a empresa fica dependente da boa vontade de quem está saindo.

O que é critério de aceite num contrato de consultoria?

Critério de aceite é a frase que define quando um item está pronto, escrita de forma que alguém que não executou consiga verificar. Em vez de melhorar a estrutura do site, o contrato descreve o estado esperado: páginas de serviço respondendo corretamente, com conteúdo legível no HTML entregue pelo servidor.

Sem esse critério a fase técnica nunca fecha, porque a avaliação vira opinião de quem está com pressa.

As sete cláusulas e o atrito que evitam

A tabela reúne as cláusulas de um contrato de consultoria GEO com o atrito típico que a ausência de cada uma produz. Nenhuma delas exige linguagem jurídica complicada.

Sete cláusulas de contrato de consultoria GEO e o atrito que cada ausência produz.
CláusulaAtrito que a ausência geraComo escrever
Escopo e exclusõesA empresa espera implementação que não foi contratada.Listar o que entra e, em seguida, o que fica de fora.
Responsável por itemCada lado acha que o outro ia executar.Nome ou função ao lado de cada entregável do plano.
Propriedade dos acessosPerda do histórico de dados na troca de fornecedor.Propriedades no nome da empresa, fornecedor como convidado.
Critério de aceiteA fase nunca fecha porque ninguém sabe o que é pronto.Estado verificável por quem não executou o trabalho.
Obrigações da empresaProjeto trava esperando foto, número ou entrevista.Lista do que a empresa fornece, com data e efeito no prazo.
EncerramentoDiscussão sobre o que fica com quem.Entrega de planilhas e relatórios, e devolução de acessos.
Ausência de promessaExpectativa de posição ou citação assegurada.Declarar que a escolha da fonte não é controlável.

Contrato longo é melhor?

Contrato longo cheio de cláusula genérica costuma esconder escopo indefinido. Os sete pontos acima cabem em duas páginas quando estão escritos de forma direta. O que interessa não é o volume do documento, e sim se ele responde quem faz o quê, até quando, e como se sabe que terminou.

Fornecedor que resiste a colocar isso por escrito já entregou a informação que faltava para decidir, como mostram os critérios de contratação.

Vale prever multa por resultado não atingido?

Não vale, e cláusula desse tipo costuma indicar que alguém prometeu o que não controla. A escolha da fonte em resposta gerada é feita pela plataforma e muda entre execuções da mesma pergunta. Contrato sério prevê entrega de trabalho e de medição, e não garantia de posição.

O que pode ser previsto é revisão de rota: se dois ciclos de acompanhamento não mostrarem movimento, as partes reavaliam escopo e continuidade. Para isso existir, o contrato precisa exigir o registro do ponto de partida, descrito em como montar o baseline.

Quer o modelo de escopo antes da proposta?

Eu mando a lista de entregáveis, exclusões e critérios de aceite para você avaliar antes de falarmos de valor.

Adriano Habermann, consultor de GEO

Perguntas frequentes

Preciso de advogado para esse contrato?

Para o corpo comercial do contrato, o que resolve é clareza de escopo e de responsabilidade, escrita em português direto. Revisão jurídica faz sentido nas cláusulas de dados, confidencialidade e rescisão, principalmente quando há informação sensível envolvida no projeto.

Posso contratar só o diagnóstico?

Pode, e costuma ser o caminho mais seguro na primeira contratação. O diagnóstico é trabalho fechado, com entregável próprio, e faz sentido mesmo que a empresa decida não seguir para a implementação. Vale perguntar por escrito se o valor é abatido do contrato seguinte.

Qual a duração razoável?

O diagnóstico costuma levar de duas a três semanas. O acompanhamento faz sentido em ciclos de noventa dias, porque é o intervalo mínimo para comparar duas rodadas de medição. Contrato anual sem porta de saída no meio do caminho costuma favorecer só um dos lados.

E se o fornecedor sumir no meio do projeto?

Por isso a cláusula de propriedade dos acessos e a entrega das planilhas de coleta importam tanto. Com o baseline e o plano na mão, outra pessoa consegue continuar de onde parou. Sem esses dois documentos, o projeto recomeça do zero.

Confidencialidade é necessária?

É recomendável nos dois sentidos, porque o fornecedor vê dados de desempenho e a empresa vê método de trabalho. Cláusula recíproca simples resolve. O cuidado é não usar confidencialidade como desculpa para não entregar dados brutos ao próprio cliente.

Posso publicar o caso depois?

Só com autorização escrita, e vale deixar isso previsto desde o começo, dizendo se nome e números podem aparecer ou se o caso será anonimizado. Acertar antes evita a conversa constrangedora depois que o resultado apareceu.

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Por , consultor de GEO com atendimento em todo o Brasil. Publicado em 11/09/2026